[Verso 1: Xerox]
Eu nem quero tirar os pés da cama
Adormecia agora, e acordava para a semana
[pisado?] da mentalidade
Saturado do mesmo falatório com um toque de sanidade
Eu mantenho a minha realidade
Para não fritar o caco
O meu ritual começa com um bom café no papo
Por norma estou mais motivado
Mas não sei porque é que sinto
Que a minha alma fez um pacto com o diabo
Eu não vou mexer o cu, pergunta ao Belzebu
Se queres as merdas feitas, vai fazê-las tu
Eu tou numa de me colar no MPC
A fazer beats e se me der a fome, Uber Eats
Pеrdido no espaço com um pé descalço
Esta descida é muito a piquе para não ter pedra para calço
Porque à distância de um braço
Só quero mel e bagaço
Mas se alguém me leva o sofá arranca-me um pedaço [Refrão]
Então eu fecho a porta à chave
Tou cansado e hoje não 'tou para ninguém
Não sou boa companhia e sozinho é que eu estou bem
Dizem que o tempo nos muda
Eu quero o que ele me traz
Eu queria correr com ele
Mas sinto que não sou capaz[Verso 2: Tostaz]
Sai de cima, sai preguiça
Não tenho tempo de uma vida submissa
A premissa, quem atiça, uma ideia maciça
A justiça está no Visa que parece mestiça
Era uma grua para sair do recobro
Auto piloto no corpo, destino é o morro
E o escritório no topo
Vontade zero, assim custa o dobro
Espírito zen num corpo [?]
Hoje estou com a energia de um morto
Se a vida fecha a porta
Eu não abro a janela
Arrombo, não me importo, por trás tem cancela
Tenho fome de um leão atrás de uma gazela
Porque eu não como da gamela
Eu reclamo a panela
Trocava fácil por domingo e serão no sofá
Um bom copo de vinho
E mimo de quem me chama papá
É isso que me alegra em continuar por cá
A encarar de peito aberto o que a vida me dá[Bridge]
Não sou capaz, ninguém espera por mim
E tudo voa com o vento
Não sou capaz (não sou capaz)
Porque eu tento em desdobrar o tempo
E não me fechar assim[Verso 3: Panka]
Uma vida dedicada a bules
Ficas parado num espaço sem que mudes
A rotina torna-se irrequieta
Quando trocas o teclado pela caneta
Esqueceste o caderno e dos beats
Ficas sentado num assento a ver séries e filmes
Estás cansado de um trabalho bem remunerado
Compras, bens, luxo
Estás realizado
Realização é estar parado
Reanimação quando estou zangado
Eu quero ter vontade próprio
Sentir-me útil, não fútil, numa vida imprópria
Evitar a doença crónica
Fugir da velhice e daquela cólica
Aos 80 não sabes tudo
Aos 40 ainda és um miúdo e a idade vira posto
Não é só por contar contas
A cabeça tem imposto
Temos de afinar as contas
A amizade é o conforto
Quando as cabeças tontas que põem à prova o nosso esforço
Se cair e levantar é suposto
E ficar bem disposto
Deitar de barriga cheia ou ficar maldisposto
Ou ficar maldisposto[Refrão]
Então eu fecho a porta à chave
Tou cansado e hoje não 'tou para ninguém
Não sou boa companhia e sozinho é que eu estou bem
Dizem que o tempo nos muda
Eu quero o que ele me traz
Eu queria correr com ele
Mas sinto que não sou capaz[Bridge]
Não sou capaz, ninguém espera por mim
E tudo voa com o vento
Não sou capaz (não sou capaz)
Porque eu tento em desdobrar o tempo
E não me fechar assim

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